TONOTOPIA DA MEMBRANA BASILAR
A porção da membrana basilar que tem frequência de ressonância natural igual à frequência respectiva da onda sonora, pode vibrar para frente e para trás com facilidade, dissipando a energia da onda, extinguindo-a e impedindo que se desloque pela distância remanescente da membrana basilar. Esse mecanismo faz com que:
- ondas sonoras de alta frequência se desloquem apenas por uma curta distância ao longo da membrana basilar antes de atingirem seu ponto de ressonância e se extinguirem;
- ondas sonoras de frequência média se desloquem mais ou menos até a metade do caminho e depois se extingam;
- sons de frequência muito baixa se desloquem por toda a distância através da membrana.
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O alto coeficiente de elasticidade das fibras basilares próximas ao estribo e seu progressivo decréscimo ao longo da membrana, proporciona uma transmissão rápida inicial da onda, permitindo que sons de alta frequência se desloquem por uma distância suficiente dentro da cóclea para que se espalhem e se separem uns dos outros sobre a membrana basilar. Sem isso, todas as ondas de alta frequência ficariam agrupadas dentro do primeiro milímetro da membrana basilar, e seria impossível discriminar umas das outras suas frequências.