Em 1854, Jules Falret descreveu uma condição chamada de folie circulaire, no qual o paciente experimenta humores alternados de depressão e mania. Por volta da mesma época, um outro psiquiatra francês, Jules Baillarger, descreveu a condição folie à double forme, na qual os pacientes tornam-se profundamente deprimidos e entram em um estado de estupor do qual se recuperam eventualmente.
Em 1882, o psiquiatra alemão Karl Kahlbaum, usando o termo ciclotimia, descreveu a mania e a depressão como estágios de uma mesma doença.
Em 1889, Emil Kraepelin, elaborando sobre os conhecimentos de psiquiatras franceses e alemães anteriores, descreveu uma psicose maníaco-depressiva que continha a maioria dos critérios usados atualmente pelos psiquiatras para o estabelecimento do diagnóstico de transtorno bipolar I. A ausência de um curso demenciante e deteriorante na psicose-maníaco-depressiva diferenciava-a da demência precoce (i.e, esquizofrenia).
 

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