
Pessoas
que perderam um braço ou perna freqüentemente percebem o membro como se ele
ainda estivesse lá. Alguns sentem, concomitantemente a isso, fortes dores
associadas ao mesmo – a dor do membro fantasma. Este tipo de dor que a princípio
assinala uma lesão corporal grave pode persistir, estender-se, intensificar-se,
até tornarem-se doenças em si (a dor pode tornar-se mais intensa que a
associada à lesão original).
Secção de um nervo periférico devida à perda de parte do corpo é
quase invariavelmente seguida por uma inconsciência da parte desenervada; mas
fenômenos foram observados por volta do século 15, quando foi chamada a atenção
pacientes que após amputarem as pernas sentiam fortes dores na parte perdida.
Estes casos eram interpretados por algumas pessoas como prova da imortalidade da
alma.
Membro fantasma é uma natural – e atualmente esperada – conseqüência da amputação, a qual raramente apresenta problemas terapêuticos. Mas eventualmente o fantasma se torna o lugar de severa e insuportável dor, sendo o maior obstáculo para o sucesso da reabilitação da amputação. Embora a ausência ou não da de dor no membro fantasma sejam abordadas no mesmo espectro clínico. Há alguns conceitos distintos:
-
Dor fantasma = sensação dolorosa referente ao membro perdido
-
Dor do coto = dor no local da extremidade da amputação
-
Membro fantasma = qualquer sensação do membro perdido exceto dor.
Embora seja conhecida a sintomatologia das seqüelas neurológicas pós-amputatórias, o mecanismo da dor fantasma e fenômenos relatados são ainda hipotéticos. Serão mostrados adiante os sintomas e sinais da seqüela pós amputação e seu curso natural.
Um entendimento dos aspectos clínicos da amputação é um pré-requisito
para oferecer uma explanação plausível sobre o fenômeno do membro fantasma e
para o tratamento das sensações desagradáveis associadas com tais fenômenos.
![]()